Viajamos entre estrelas...Sente esse cheiro de incensoEnquanto a morte carburaVê se não se assusta!Aqui só rola da puraToma cuidado enquanto me usaPermito, mas não abusa...Depois tu vem e me acusaComo se não valesse nadaMas eu valho, sua p*ta!Muito mais que todas suas juras e faláciasArquitetadas pensando em farturasMas quem não planta, não muda!Aprendi com a rua, na luz da luaCosturando falhas e abalando a estruturaChega do meu lado e sussurraSente minha dor e me aturaSente o relevo da suturaDisfarça porque sei que tu não é burraE esse baile tá uma uva!Abaixo a ditadura!Fico me perguntando:Será que eles me escutam?Ou será que eles disputam......Depois tu vem e me acusa......Como se não valesse nada......Mas eu valho, sua p*ta......Muito mais que todas suas juras e falácias......Arquitetadas pensando em farturas......Mas quem não planta, não muda......Aprendi com a rua, na luz da lua......Costurando falhas e abalando a estrutura......Chega do meu lado e sussurra…Eu não posso mais!Fingir que a dor não consomeFingir que o brilho não apagaFingir que não sinto mais fomeFingir que eu me sinto em casaPois o Sol me chama em brasaPede que eu volte mais cedoEu digo: Segura, isso passaTudo faz parte do enredoQuem que faz brilhar o teu mundo?Quem que aprecia tua joia?Quem que acalma tudo em um segundo?Quem que te cativa toda hora?Talvez tu não saiba o teu medoSó sente quando ele afloraSegura tudo aí dentroE sempre transborda pra fora...Não existem demônios, só a inconsciênciaTudo que não conhece, faz parte dessa ciênciaNão adianta fugir, e depois falar que é displicênciaPorque foi teu próprio ego que forjou tua sentençaLevanta e pede bença!Já agradeceu hoje por ter tua própria crença?Hoje a noite pede doze e joga as cartas na mesaOlha tudo ao seu redor, memorize e não se esqueça!Poeira fomos, poeira somosSomos poeira estelar viajandoAqui nos apegamos, por isso aqui ficamosNós todos replicamos essa dança e seu encantoNo entanto, (tu) sussurando, que não faz sentidoNão importa o quanto veja, não aceita o seu destinoEmpacotando mágoa, o coração tá ressentidoVem dizer na minha cara o quanto que eu to corrompidoPois o Sol me chama em brasaE pede que eu volte mais cedoEu digo: Segura, que isso passaTudo faz parte do enredo e você finge que não sabeSem graça! Eu levo isso como ameaçaPode falar a verdade, não mente que a alma ardeMe mata de uma vez, não machuca pelas metadesPois pra acabar comigo, sei que te falta coragemPois tu sabe que se eu for, tu não vai voltar mais tardeE pode apostar tua vida, não queria que fosse assimPor mais que eu me divirta, não vejo a hora do fimA gente nunca aproveitou, nem nunca aproveitaráPois sempre chegamos perto, e logo temos que lutarE quem sabe se essa sina por nós não foi fabricada?Faz milênios que minha alma se perde nessa estradaEsse vento que me aponta diz que não sabe de nadaO que me resta desde sempre é continuar a caminhada...